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 JÚLIO RESENDE NO CPS - CCB

JÚLIO RESENDE NO CPS - CCB
GOA L’Odeur Couleur

 

O Centro Português de Serigrafia apresenta no seu espaço do Centro Cultural de Belém, uma exposição de Litografias do consagrado artista Júlio Resende, intitulada Goa L’Odeur Couleur, que estará patente ao público até dia 30 de Junho.

A obra de Mestre Júlio Resende (que nasceu no Porto em 1917), já cumpriu meio século. Marcada por um cunho expressionista, que o próprio pintor reconhece como fundamental, corresponde ao longo de várias décadas, a uma experimentação de estilos plásticos da modernidade, mantendo-se fiel, no seu conjunto, à grande tradição do figurativo e desenvolvendo uma poética que equaciona a figura humana, com os espaços a que se liga, e onde a natureza tem um papel privilegiado. O final da década de setenta é assinalado pela esplêndida série de Ribeiras Negras, uma certa forma de homenagem à cidade do Porto, que considera o contexto ideal do seu trabalho, em ligação com a vertente expressionista, dramática, da sua criação. Este ciclo prossegue com extraordinária pujança plástica durante os anos oitenta, alternando com o lirismo e a luminosidade, que terão uma continuidade nos anos noventa.
O conjunto de Litografias apresentado pelo Centro Português de Serigrafia, inspirado por Goa, é mais uma grande lição de mestria plástica, revelando um perfeito domínio da cor luminosa e clara, o esplendor das formas e o equilíbrio da composição, num lirismo que é uma conquista da maturidade de um artista, sem dúvida um expoente da arte portuguesa contemporânea.

Na mesma ocasião estará patente a edição especial do livro de poesia de Maria João Fernandes: Dias de Seda, em versão bilingue, (português/francês) com ilustrações originais do pintor Júlio Resende e textos de apresentação de Eugénio Lisboa e de Robert Bréchon, uma edição em 2003 da Editora Caixotim do Porto, acompanhada por uma serigrafia realizada no atelier do CPS.


“A originalidade de Maria João Fernandes é reencontrar esse parentesco entre a voz do poeta e o gesto do pintor. Os pastéis de Júlio Resende são mais do que simples "ilustrações". Pinturas e textos ecoam reciprocamente, jogam em conjunto, misturam os seus poderes. Esta cumplicidade é natural. Trata-se nos dois casos da mesma ascese jubilatória (...) A doçura derramada ao longo destas páginas far-nos-ia quase acreditar que a promessa que é a vida pode ser cumprida. "
Excerto do prefácio da autoria de Robert Bréchon

 

 

 

 

 

 

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